As regiões do semi-árido são normalmente representadas por um discurso, que tende a enfatizar um quadro de miséria e degradação, historicamente influenciado e atualmente aceito. Eis que nasce o meu "trabalho" fotográfico, a partir do incômodo diante da representação ilusória e utópica da região.
O semi-árido apresenta a mais diversa das paisagens brasileiras, não se oferecendo facilmente à leitura. Resolvi então, com um projetinho tímido - "Retrato e Canção" - investir esforços no sentido de esgarçar as imagens expressas nos meios de comunicação, e forçar uma visibilidade sobre a biodiversidade do semi-árido com o intuito de gerar uma nova consciência, que afirme o melhor aproveitamento dos seus recursos, de maneira sustentável. No meio desse universo esbarrei com a vida que pulsa na infância sertaneja, e me fixei no seu TEMPO DE BRINCAR. Vi que a cultura do vídeo-game não dita as regras nos recantos da caatinga. E "viva eu e viva tu, e viva o rabo do tatu!
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